| Asunto: | [portugues_alc] BRASIL: Termo casamento não cabe na relação homossex ual | | Fecha: | Viernes, 22 de Julio, 2005 20:51:32 (-0500) | | Autor: | ALC <director @...........org>
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BRASIL
Termo casamento não cabe na relação homossexual
JOINVILLE, julho 22 (alc). O termo casamento não deveria ser usado para
designar a união entre pessoas do mesmo sexo. Trata-se, nesses casos, de
"uma relação de companheirismo duradouro".
A concepção, quase uma unanimidade, surgiu no 39. Seminário Ecumênico
Internacional, organizado pelo Instituto para a Pesquisa Ecumênica, que
reuniu em Estrasburgo, França, de 6 a 13 de julho, representantes das
igrejas reformada, luterana, anglicana, batista, ortodoxa e valdense.
O vice-presidente da Comissão de Ética do governo francês e presidente da
Igreja Protestante da França, François Collange, participou do encontro, que
tratou das "Questões éticas: podem elas dividir as igrejas? - Estudos de
casos sobre homossexualidade e engenharia genética."
A temática em torno do matrimônio homossexual é muito ampla, esclareceu o
representante da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB)
no evento, o teólogo Euler R. Westphal.
"A preocupação das igrejas é de orar com o casal homossexual e realizar todo
o acompanhamento pastoral para que não seja excluído da comunidade cristã",
afirmou Westphal em entrevista à ALC.
No seminário, ficou evidente a tensão existente entre as próprias igrejas
protestantes a respeito do matrimônio de pessoas do mesmo sexo. Surgiram
pelo menos quatro posições.
A primeira, de não aceitação do matrimônio de homossexuais e que o assunto
deve ficar restrito ao aconselhamento pastoral. A segunda posição até admite
uma bênção ao casal homossexual, desde que não seja um ato público. A
terceira posição admite a bênção publicamente, e uma quarta posição afirma a
possibilidade de uma solenidade do matrimônio homossexual.
Westphal criticou o fato de as colocações propostas no seminário ficarem
restritas ao contexto europeu e norte-americano. "Os temas também deveriam
incluir o hemisfério Sul com suas necessidades e problemas", advertiu.
Indagado a respeito do papel das igrejas nos países desenvolvidos quanto a
questões de engenharia genética e biotecnologia, Westphal disse que elas
deveriam tematizar a dependência e a exploração que as nações ricas exercem
sobre as nações mais pobres. "A biotecnologia é determinada pelo mercado",
frisou.
O teólogo luterano mencionou a dificuldade de agricultores
latino-americanos, que pagam grandes quantias a empresas norte-americanas no
processo de patenteamento das sementes transgênicas.
Westphal argumentou ainda que a biotecnologia não se restringe a uma questão
técnica, mas refere-se também a questões políticas e econômicas, agravadas
pela biopirataria norte-americana.
Euler Westphal é professor de Teologia Sistemática na Faculdade Luterana
(FLT) em São Bento do Sul, Santa Catarina, e professor titular de bioética
na Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). É autor do livro "O
Oitavo Dia - Na Era da Seleção Artificial", que faz uma análise a respeito
dos avanços científicos e tecnológicos do mundo contemporâneo através do
diálogo multidisciplinar.
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