| Asunto: | [portugues_alc] NICARÁGUA: Evangélicos protestam contra libertação do ex-presidente Alemán | | Fecha: | Martes, 26 de Julio, 2005 20:49:39 (-0500) | | Autor: | ALC <director @...........org>
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NICARÁGUA
Evangélicos protestam contra libertação do ex-presidente Alemán
Por Trinidad Vásquez
MANÁGUA, julho 26 (alc). A decisão da juíza Roxana Zapata de conceder
liberdade sob regime de convivência familiar ao ex-presidente Arnoldo
Alemán, que cumpria detenção domiciliar pelos delitos de fraude e lavagem de
dinheiro, provocou a reação de líderes evangélicos.
"A liberdade de Alemán é uma calamidade para os processos de justiça",
anotou Evenor Jerez, diretor interino do Conselho de Igrejas Evangélicas Pró
Aliança Denominacional (CEPAD). Jerez afirmou que a medida responde a
arranjos políticos e pediu à população para que lute pelo império da lei.
O pastor José Alguera, da Igreja do Nazareno, disse que a libertação de
Alemán, "um homem que fraudou cem milhões de dólares", é injusta e abre o
caminho para lançar-se como candidato à presidência da República nas
próximas eleições.
A juíza Roxana Zapata resolveu, na segunda-feira, beneficiar Arnoldo Alemán
com o sistema de convivência familiar, apesar das leis nicaragüenses
restringirem essa medida a detentos com mais de 70 anos de idade ou a
doentes terminais.
O relatório dos médicos forenses do Instituto de Medicina Legal, que a juíza
utilizou para emitir sua decisão, assinala que Alemán sofre de dez doenças
crônicas, como diabete e problemas cardiovasculares de difícil controle sob
detenção.
Arnoldo Alemán Lacayo, 58 anos, foi presidente da Nicarágua entre 1997 e
2002. No final deste ano, foi indiciado por mau uso dos recursos públicos,
sendo condenado a 20 anos de prisão.
O regime de convivência familiar cancela a detenção domiciliar que Alemán
cumpria em sua fazenda "El Chile" e lhe permite entrar e sair de sua
residência e circular livremente pelo país.
A Procuradoria da República anunciou que apelará da decisão da juíza,
alegando que ela foi emitida sem que o réu tivesse sentença condenatória
firme.
O líder religioso e incentivador da Rede de Defesa dos Consumidores, Santos
Amador, disse que a libertação de Alemán é uma injustiça que está sendo
cometida no país.
Para a presbiteriana Ellen Sherby, que vive na Nicarágua há cinco anos, a
saída de Alemán é preocupante e perigosa. Sherby recordou que o
ex-presidente ocupa um dos primeiros lugares entre os mandatários mais
corruptos do mundo, segundo a organização Transparência Internacional.
A líder do Movimento Autônomo de Mulheres, Patricia Orozco, chamou os
nicaragüenses a se colocarem em pé de luta para que Alemán volte à cadeia.
Rafael Córdoba, da Rede pela Nicarágua, advertiu que a saída de Alemán "é
uma vergonha para o país" e afirmou que "é falso que esteja doente".
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