| Asunto: | [portugues_alc] MÉXICO: Ministro do Interior defendeu na juventude prima zia católica | | Fecha: | Miercoles, 27 de Julio, 2005 11:56:55 (-0500) | | Autor: | ALC <director @...........org>
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MÉXICO
Ministro do Interior defendeu na juventude primazia católica
CIDADE DO MÉXICO, julho 26 (alc). Há mais de 30 anos, o atual titular do
Ministério do Interior do México, Carlos Abascal Carranza, sustentava que a
democracia era una "falácia" inventada pelos maçons e que a Igreja Católica
devia prevalecer sobre outras confissões e estar, inclusive, acima do poder
do Estado.
As confissões de Abascal estão registradas nas 112 páginas da tese que
apresentou perante a Escola Livre de Direito do México para ingressar na
licenciatura, em 1973. O documento foi impresso pela Editora Tradição, que
editou 1 mil exemplares.
O texto, que contém alguns parágrafos do trabalho universitário de Abascal,
foi recentemente publicado pelo diário "La Jornada", do México.
Abascal enfrenta, nesses dias, um duro revés em suas relações com a Igreja
Católica mexicana, que demanda a exclusão da pílula do dia seguinte da lista
básica de medicamentos, por considerá-la abortiva.
Bem custodiado com o seu ideário de juventude, o ministro propôs à
hierarquia católica mexicana a revisão da medida, apesar do uso do
anticoncepcional de emergência ter sido aprovado depois de um debate que
levou vários anos e publicado no Diário Oficial do México.
Uma das funções do Ministério do Interior é cuidar da relação entre o
governo e as igrejas, tema que no passado Abascal definiu de modo claro a
favor da Igreja Católica, segundo revelam seus escritos, nos quais assinala,
inclusive, que o catolicismo deveria ter primazia sobre qualquer outra
religião.
"Um povo que é católico em sua maioria deve ter, ainda por razão natural, um
governo que proclame a religião católica como religião oficial e que tolere
as demais religiões dentro de limites racionais, para não violar a liberdade
de consciência", escreveu o jovem Abascal.
O ministro reclamou em seus anos de aspirante a advogado o reconhecimento
oficial do matrimônio religioso católico e demandou que a Igreja Católica
contasse com liberdade de apropriação de bens materiais. Ele questionou,
então, a educação laica e defendeu a libertação do catolicismo das amarras
do Estado.
Chamam a atenção os preceitos sobre política e democracia do jovem
estudante. "A democracia é uma farsa da qual se serve a maçonaria no México,
como em todas partes, para fazer crer a uma maioria confundida e
desorientada que se está fazendo sua vontade e que esta é forçosamente boa",
afirma Abascal em um dos capítulos de sua obra.
Também destacou oposição ao voto universal e direto, pois, a seu juízo, "os
votos não devem ser contados, mas pesados".
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