| Asunto: | [portugues_alc] COLÔMBIA: Justiça e Paz denuncia campanha de desin formação | | Fecha: | Jueves, 28 de Julio, 2005 20:10:38 (-0500) | | Autor: | ALC <director @...........org>
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COLÔMBIA
Justiça e Paz denuncia campanha de desinformação
Por William Delgado
BOGOTÁ, julho 28 (alc). A Comissão Intereclesial de Justiça e Paz denunciou
a existência de uma campanha de desinformação que pretende deslegitimar o
seu trabalho de defesa dos direitos humanos numa nova forma de "guerra
suja".
A organização emitiu, na quarta-feira, comunicado alertando sobre a difusão
de pronunciamentos e panfletos em que o nome e o logotipo da comissão são
utilizados para emitir conteúdos que distorcem o sentido ético dos direitos
humanos.
A declaração assinala que a ofensiva pretende "minar a credibilidade das
atuações legítimas que, em direito, realizam a favor das vítimas do Estado
em meio ao conflito armado interno, e avalizar a impunidade assegurando o
silêncio diante das violações sistemáticas dos direitos humanos".
O documento faz menção a um aviso publicado, no dia 26 de junho, no diário
"El Tiempo", que tergiversa as conclusões do II Encontro Nacional de Vítimas
de Violações de Direitos Humanos, Crimes de Lesa Humanidade e Genocídio.
A publicação, supostamente assinada pela Associação de Familiares de Detidos
Desaparecidos (ASFADDES) e a Comissão Intereclesial de Justiça e Paz,
apresenta assinaturas e dados falsos, adverte a organização.
Na segunda-feira, foi distribuído panfleto com o logotipo da Comissão de
Justiça e Paz e a fotografia do padre Javier Giraldo, integrante da mesma, e
a ex-prefeita Gloria Cuartas. O panfleto procura distorcer e deslegitimar a
defesa integral dos direitos humanos na região do Urabá, anotou o
comunicado.
O documento rechaça atos de amedrontamento, como o ocorrido na última
sexta-feira, quando dois automóveis acossaram um defensor da instituição que
realizava gestões humanitárias acompanhando familiares de vítimas de
perseguição.
A Comissão afirma que por trás dessa campanha percebe-se a linguagem da
doutrina de Segurança Nacional que os militares utilizaram para sufocar os
surtos de oposição em diferentes partes do mundo.
"Existe, sem dúvida, o início de um novo momento, ambientação da nova
'guerra suja' para proteger um projeto que foi desenhado a partir da lógica
empresarial da reengenharia, a do 'perdão e do esquecimento'", conclui a
Comissão.
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