| Asunto: | [portugues_alc] ESTADOS UNIDOS: Igrejas devem revisar inversões em empre sas presentes nos territórios ocupados | | Fecha: | Jueves, 28 de Julio, 2005 22:13:21 (-0500) | | Autor: | ALC <director @...........org>
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ESTADOS UNIDOS
Igrejas devem revisar inversões em empresas presentes nos territórios
ocupados
NOVA IORQUE, julho 28 (alc/eni). O secretário geral do Conselho Mundial de
Igrejas (CMI), Samuel Kobia, defendeu a posição do organismo ecumênico de
pedir às igrejas afiliadas que considerem a retirada de seus investimentos
daquelas empresas que se beneficiam da ocupação israelense nos territórios
palestinos.
"Compreendo que qualquer pessoa pode estar tentada a considerar o chamado do
CMI como algo dirigido contra a própria existência do Estado de Israel,"
disse o pastor Samuel Kobia, em Chicago, no dia 24 de julho, num discurso
pronunciado na Conferência Anual do Conselho Internacional de Cristãos e
Judeus (ICCJ).
Mas não é assim, frisou Kobia. "As igrejas devem examinar se as empresas
estão ou não vinculadas a atividades ilegais em territórios ocupados fora
das fronteiras de Israel reconhecidas internacionalmente", agregou.
Kobia esclareceu que o chamado às igrejas não era uma mostra de
anti-semitismo e sublinhou que nem todas as críticas feitas a Israel e à
política israelense eram anti-semitas. O CMI, frisou, denunciou o
anti-semitismo como "um pecado contra Deus e os seres humanos".
O pastor metodista do Quênia reconheceu que a declaração do CMI gerou
severas críticas dos líderes judeus norte-americanos e de outras
nacionalidades, mas advertiu que não se deve comparar esta ação ao boicote a
produtos dos judeus, como ocorreu na Alemanha nos anos 30 do século passado.
A declaração de pressão econômica para protestar contra a política
israelense ocasionou uma grande controvérsia nos últimos meses,
particularmente nos Estados Unidos.
Durante seu sínodo geral, realizado no início de julho, a Igreja Unida de
Cristo aprovou resolução apelando ao "poder econômico" para promover a paz
no Oriente Médio.
Em 2004, a assembléia geral da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos
(PCUSA, a sigla em inglês) manifestou a convicção de que o fim da ocupação é
essencial para a conquista da paz na região e concordou em retirar seus
investimentos das empresas multinacionais que se beneficiam economicamente
da ocupação.
A Igreja Episcopal declarou que revisaria seus investimentos nas empresas
que fazem negócios na região.
Em seu discurso, Kobia admitiu que as tradições religiosas têm tanto "o
poder para unir ou inspirar" como "o poder para dividir e destruir". Ele
pediu aos membros do ICCJ e a outros crentes que constituam "novas alianças
pela vida, que rechacem a divisão e o conflito que são produto da injustiça
globalizada em muitas formas".
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